A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas e o Sindicato da categoria (Abrabar e SindiAbrabar) lamentam os fatos ocorridos pela terceira noite consecutiva no Carnaval 2020 no Largo da Ordem em Curitiba. Os conflitos, que afetaram o centro histórico e seu entorno, trouxeram prejuízos enormes especialmente aos membros da categoria.

“Esperamos que as câmeras de monitoramento do poder público ajudem identificar os autores e o trabalho de investigação vasculhe nas redes sociais os organizadores dos arrastões e badernas”, ressaltou Fábio Aguayo, presidente da Abrabar/SindiAbrabar. A cobrança, de acordo com ele, vem no sentido de demonstrar que as autoridades municipais e estaduais substimaram os acontecimentos da primeira noite.

As equipes de fiscalização de Curitiba e do Estado não estão preparados para trabalhar no reativo ou preventivo em festas de aglomeração convocadas pela internet em eventos clandestinos sem apoio oficial. É de conhecimento de todos que a AIFU (Ação Integrada de Fiscalização Urbana), que seria a responsável pela atuação em eventos deste porte, deveria ter agido preventivamente, dizem as entidades.

Inteligência
É necessário, de acordo com Aguayo, um trabalho de inteligência para identificar os autores nas redes ou ela não trabalha em feriadão ou carnaval na capital?, indagou. “Se for isso, demonstra mais uma vez que (a AIFU) só sabe agir contra nossa categoria e contra empresas de CNPJ”, afirma.

É preciso rever as formas de atuação e procedimentos, principalmente aprimorar os mecanismos de prevenção em aglomerações como estas que ocorreram no carnaval. “É inevitáve que, com a crise e o povo sem dinheiro, deixará de ocorrer nos próximos anos e com isso não vão continuar a irem em eventos fechados ou em outras cidades tradicionais na festa”, ressalta Aguayo.

Carnaval em transformação
As pessoas, na avaliação da Abrabar/SindiAbrabar, vão fazer o que é justo, que é aproveitar os equipamentos e locais públicos da cidade. “O Carnaval de Curitiba está em transformação como nas principais capitais do Brasil, que nao tinham tradição no período, como é o caso de Belo Horizonte e São Paulo”, disse.

O presidente das entidades lembra que fatos semelhantes ocorreram por lá e souberam lidar. “Aqui precisamos nos preparar melhor para estes incômodos isolados e receber bem os milhares de turistas e moradores que preferem visitar e ficar para aproveitar a Capital do Paraná”, completa a nota.

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